sábado, 29 de novembro de 2008

Às vezes a gente fica tão acostumado a contabilizar o número de mortes que elas acabam se restringindo exatamente a isso: números. Talvez tirar os rostos e as histórias dessas pessoas seja melhor tática do jornalista. Uma espécie de auto-defesa para não entrar em uma nóia qualquer.

Mas, ainda assim, vez por outra eu me pego colando um pouco de vida nos mortos que ganham seu espaço nos jornais. Quem eram? Quantas pessoas gostavam deles, quantas os odiavam? O que eles tinham planejado para o dia seguinte? Quem esperava por eles em um lugar qualquer? Talvez a gente nunca vá saber. De qualquer forma, pode ser salutar fazer esse exercício. Pelo menos para não perder a prática de enxergar pessoas onde a maioria vê números.

Les Issers (EFE) - Vários atentados na Argélia, Afeganistão e no Paquistão elevaram número de mortos pelo terror. Na província de Boumerdès, na região da Cabíia, 44 pessoas morreram em uma escola superior militar - 42 eram civis. NoAfeganistão, uma emboscada dos talibãs deixou 10 soldados franceses mortos e 21 feridos. Na idade de Tank, no Paquistão, pelo menos 24 pessoas morreram ontem depois de um atentado suicida na sala de emergência de um hospital. (DP. Recife, 20 de ago. de 2008)

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