Uma coisa boa dessas minhas férias “forçadas” é que estou aproveitando para ler. E ler muito. Confesso que vinha me achando extremamente burra. Verdade que se viessem me perguntar algo sobre a guerra na Geórgia ou a confusão agrária no Paraguai, eu seria capaz de uma verdadeira incursão teoria, repleta de argumentos e contra-argumentos. Mas... sequer sabia o último lançamento da semana em CD ou livro. Isso me deixa péssima. Assim que... resolvi botar mãos-à-obra.
Minha primeira ação no retorno ao mundo fora das páginas de internacional foi ler Mentiras no Divã. Ganhei esse livro de amigo secreto (de um amigo que nunca tinha visto na vida e não voltei a ver depois desse dia). Pra dizer a verdade, o que me motivou a ler foi, unicamente, o fato de o autor ser o mesmo de O Dia em que Nietzsche Chorou, apesar de não ter lido esse livro, soube do sucesso e fiquei curiosa para ver alguma obra do autor.
Mentiras no Divã conseguiu prender minha atenção no primeiro capítulo – fundamental para que eu continue. E mesmo que em muitos momentos tenha me sentido totalmente por fora de termos (não tenho a menor familiaridade com o universo da psicologia) o autor consegue fazer a leitura fluir ao longo de uma história que, em certos momentos, nos permite tomar posse das análises das personagens. Assim, sem menos esperar, lá estava eu, me arriscando em um exercício de construir a linha da minha vida e colocar um ponto sinalizador para meu momento atual. Ou, ainda, pensar acerca das privações que nos impomos e que se convertem em frustrações várias.
Tá bom que não foi dos romances mais profundos que já li, mas recomendo. Realmente vale a pena, tanto para os profissionais quanto para leigos que como eu.
Fiquei com saudade do livro. Acho que isso é um bom sinal. Raramente personagens me deixam saudades.
Ah, sim, a frase que está no título faz parte de um dos diálogos do livro.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
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